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Lula quer expulsão de servidor que agrediu mulher e criança no DF

Lula quer expulsão de servidor que agrediu mulher e criança no DF

25/12/2025 16:48
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**Título: Lula solicita a expulsão de servidor que agrediu mulher e criança no DF** O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou, nesta quinta-feira (25), a instauração de um processo interno na Controladoria-Geral da União (CGU) visando à “responsabilização e expulsão” do servidor federal que agrediu uma mulher e uma criança no Distrito Federal. **As imagens do incidente têm circulado nas redes sociais.** “Enfrentar o feminicídio e todas as formas de violência contra as mulheres é um compromisso fundamental do meu governo”, afirmou Lula em uma publicação nas redes sociais, descrevendo o ocorrido como uma “agressão covarde” e “inaceitável”. **Segundo o presidente, é essencial que o poder público reaja de forma contundente.** “Não podemos ignorar os agressores de mulheres e crianças, independentemente de suas posições. Um servidor público deve ser um exemplo de comportamento tanto no ambiente de trabalho quanto fora dele”, acrescentou. Nas últimas semanas, Lula tem liderado uma campanha contra o **feminicídio e a violência de gênero**. Em pronunciamento à nação na quarta-feira (24), transmitido em rede nacional de rádio e televisão, ele declarou que essa questão será uma das prioridades do governo para 2026 e que deve ser um compromisso coletivo, especialmente entre os homens. "Vou liderar um grande esforço nacional envolvendo ministérios, instituições e toda a sociedade brasileira. Nós, homens, devemos nos comprometer verdadeiramente. Em nome de tudo que é sagrado, seja um aliado”, declarou o presidente. **Medidas adotadas** **Na noite da última terça-feira (23), a CGU anunciou que já havia tomado providências administrativas em relação ao agressor.** O órgão informou sobre uma série de ações: - O encaminhamento do caso à Corregedoria-Geral da União e à Comissão de Ética da CGU, com a abertura imediata de uma investigação preliminar para apurar responsabilidades éticas e disciplinares, dentro de suas competências administrativas; - A revogação imediata da designação do servidor como substituto eventual da chefia imediata; e - A proibição de acesso do servidor aos prédios da CGU enquanto as investigações estiverem em curso, “como medida administrativa necessária para preservar o ambiente institucional e o andamento adequado das apurações”. De acordo com a CGU, os eventos divulgados evidenciam uma grave violação dos deveres funcionais estabelecidos na **lei que regulamenta o serviço público** (Lei nº 8.112/1990), especialmente no que diz respeito ao artigo 116, inciso IX, que exige do servidor público uma conduta compatível com a moralidade administrativa. “Quero deixar claro que a violência contra mulheres e crianças é crime. Não é uma questão de desentendimento, conflito privado ou assunto pessoal. Trata-se de agressão, violação da lei e afronta à dignidade humana”, afirma a nota assinada pelo ministro da CGU, Vinícius de Carvalho. **“No âmbito criminal, os fatos devem ser investigados pelas autoridades competentes, conforme a legislação penal”, completou.**