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Gleise culpa Selic pela dívida pública e não as despesas do governo

Gleise culpa Selic pela dívida pública e não as despesas do governo

22/12/2025 18:48
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**Título: Gleisi atribui aumento da dívida pública à Selic, isentando gastos governamentais** A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, apontou a taxa Selic como o principal fator que contribui para o crescimento da dívida pública brasileira, distanciando essa responsabilidade das despesas do governo. Atualmente, a Selic está fixada em 15% ao ano, o maior índice desde 2006, quando foi estabelecida em 15,25% ao ano. Em uma postagem em suas redes sociais, a ministra destacou que a elevada taxa de juros "drena" recursos do orçamento destinados a investimentos, afetando negativamente “a qualidade dos serviços públicos, os programas sociais e os investimentos governamentais voltados para o desenvolvimento nacional”. A ministra também se manifestou contra reportagens, sem mencionar fontes específicas, que atribuem um aumento de 5% nas despesas governamentais acima da inflação como a causa do crescimento da dívida, ao mesmo tempo em que ignoram que os juros estão 10% acima da inflação. “Esses juros exorbitantes encarecem o crédito e limitam o crescimento, sendo a principal causa do aumento da dívida pública. Ao consumir recursos orçamentários, os juros da dívida prejudicam a prestação de serviços públicos, os programas sociais e os investimentos para o desenvolvimento do país”, escreveu Hoffmann. Na última sexta-feira (19), o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) para 2026, que estipula despesas totais de R$ 6,5 trilhões. Desse total, R$ 6,3 trilhões serão alocados aos orçamentos fiscal e da seguridade social, com 28% desse valor, equivalente a R$ 1,82 trilhão, reservado exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública. As declarações da ministra ocorrem após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa básica de juros em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva. Nesta segunda-feira, o boletim Focus do Banco Central atualizou suas previsões para os principais indicadores econômicos, indicando que a taxa básica de juros deve diminuir para 12,25% ao ano até o final de 2026. As projeções para os anos de 2027 e 2028 indicam uma nova redução, estabelecendo a Selic em 10,5% e 9,75% ao ano, respectivamente. Quanto à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a previsão foi ajustada de 4,36% para 4,33% para este ano. Esta é a sexta semana consecutiva em que a expectativa de inflação para 2023 é reduzida, atingindo a faixa da meta estabelecida pelo Banco Central. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, estabelecendo limites de 1,5% a 4,5%. As previsões para a inflação em 2026 também foram revistas, caindo de 4,1% para 4,06%. Para os anos de 2027 e 2028, as expectativas são de 3,8% e 3,5%, respectivamente. A pesquisa, divulgada semanalmente pelo Banco Central, reflete as expectativas das instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos. Em novembro, a inflação oficial registrou uma taxa de 0,18%, fazendo com que o IPCA acumulasse um aumento de 4,46% nos últimos 12 meses, de acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da diminuição nas expectativas de inflação, o Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 15% durante a reunião do Copom no dia 10, uma escolha que era esperada pelo mercado financeiro. No comunicado, o Copom não indicou qualquer sinal de quando os cortes na taxa de juros poderiam iniciar, reiterando que o cenário atual é caracterizado por grande incerteza, exigindo cautela na política monetária, com a intenção de manter a Selic em seus níveis atuais por um período prolongado. “O comitê acredita que a estratégia de manter a taxa de juros em seu nível atual por um período considerável é adequada para garantir a convergência da inflação à meta. O comitê ressalta que continuará vigilante e que as decisões futuras da política monetária poderão ser ajustadas conforme necessário, não hesitando em retomar o ciclo de ajustes se julgar apropriado”, detalhou o comunicado. A Selic representa o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação oficial, medida pelo IPCA. Em novembro, o IPCA registrou uma taxa de 0,18