Alvo de ataques, Irã detém terceira maior reserva de petróleo no mundo

O país do sudoeste da Ásia é um importante parceiro comercial do Brasil. No ano passado, as transações bilaterais totalizaram quase US$ 3 bilhões. O fornecimento brasileiro é, sobretudo, de commodities (bens primários com cotação internacional), com destaque para o milho e a soja. Já as importações de produtos provenientes do Irã, equivalentes a 0,84% do total, são de adubos e fertilizantes, basicamente.
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Como quase todos os demais países do Oriente Médio, o Irã ostenta um dos piores índices de liberdade de imprensa. Na análise de 2025 da Repórteres sem Fronteiras (RSF), ficou com a quinta pior colocação.
Apesar da censuras e tentativas de silenciamento dos jornalistas, a mídia internacional retrata um país em convulsão, com protestos organizados por universitários sendo retomados um mês após forte repressão do governo. Em janeiro, agentes entraram em confronto direto com manifestantes. Conforme noticiou a BBC, a intensa violência culminou na morte de centenas de manifestantes. A internet chegou a ser bloqueada a mando do governo.
É nesse contexto que o presidente estadunidense, Donald Trump, justifica a intervenção ao território iraniano, agora em ataque coordenado com Israel, outro declarado inimigo do país asiático. Críticos de Trump, contudo, afirmam que o real motivo por trás das investidas é o interesse nas reservas de petróleo que o Irã detém, já que perde em quantidade somente para a Venezuela e a Arábia Saudita. Em 2025, o volume iraniano foi de 209 bilhões de barris, muito superior aos 74 bilhões dos Estados Unidos.
A tese de que os Estados Unidos iniciou uma caçada movida por esse objetivo ganhou ainda mais força com o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, no início de janeiro. Maduro foi incriminado de liderar um cartel de narcotráfico. A Casa Branca também chegou a ameaçar elevar taxações aos países que eventualmente vendam petróleo para Cuba, que obtém petróleo da Venezuela.